DIFERENÇAS E INTERLIGAÇÕES BÍBLICAS DO AMOR, DA GRAÇA & E DA MISERICÓRDIA  DE DEUS.
 
O Amor de Deus – A Graça de Deus – A Misericórdia de Deus – Resumo de anotações / compilações – 

“A salvação vem do Senhor” – Salmo 3.8
“Do Senhor vem a salvação” – Jonas 2.9
“Todos pecaram e destituídos estão da glória ( presença ) de Deus” – Romanos 3.23
Todos nós pecamos em Adão. E nunca o homem teve boa vontade para com Deus.
Nunca o homem teve intenção de buscar a salvação de si mesmo.
“Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens” – Lucas 2.14. Ou seja, a boa vontade não se origina no homem, mas em Deus.

I João 4.8 – “Deus é amor”.
João 3.16 – “Porque Deus amou ao mundo ( a humanidade ) de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” –
Deus amou. O homem pecou.
Por que Deus veio em direção ao homem? Porque Deus é amor.
Deus ama o homem. A expressão do amor de Deus se revela no morte de Cristo na cruz do Calvário.

O AMOR DE DEUS – 

I João 4.8 – “Deus é amor” – esta é a natureza de Deus, seu próprio Ser.
Não é questão de adjetivo – Deus é amoroso.
Nem de verbo – Deus ama.
É substantivo – Deus é amor.

O homem pensa que deve fazer alguma coisa para Deus o amar.
“Perguntaram-lhe, pois: Que havemos de fazer para praticarmos as obras de Deus?” – João 6.28. O homem sempre quer fazer alguma coisa.
“Jesus lhes respondeu: A obra de Deus é esta: que creiais Naquele que Ele enviou” – João 6.29. Não é fazer. É simplesmente CRER.
O carcereiro de Filipos tinha tal ideia arraigada: “Senhores, que me é necessário fazer para me salvar? Responderam eles: Crê no Senhor Jesus é serás salvo…” –
Não é fazer. É a simplicidade de CRER.

O Evangelho da salvação muda este pré conceito: “Deus é amor”.

“Deus amou o mundo de tal maneira…” – fala de Sua ação.

“Deus é amor” fala de Sua natureza.

Duvidar dessa revelação é contradizer o Evangelho.

Nós mudamos. Em Deus não há mudança – “Pois Eu, o Senhor, não mudo…” – Malaquias 3.6 – Tiago 1.17.

Romanos 5.8 – “Mas Deus prova o Seu amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”.

O amor não expresso não é completo.

Amar não é questão verbal. Amar é prática.

Nossa maior necessidade é a salvação de nossa alma.

“Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores” – I Timóteo 1.15

“Pois não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque” – Eclesiastes 7.20

O homem é incapaz de salvar-se a si mesmo.

“Pode um etíope mudar a própria pele? Ou um leopardo apagar as malhas de que se reveste? E vós, como podereis praticar o bem, se estais impregnados de maldade?” – Jeremias 13.23 – Versão Católica.

O amor de Deus é expressado na morte de Cristo.

“… Cristo morreu a seu tempo pelos ímpios” – Romanos 5.6

“…Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras” – 1 Coríntios 15.3

“E Ele morreu por todos…” – II Coríntios 5.15

“Porque Cristo morreu uma só vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus…” – I Pedro 3.18

“… quando nós éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós” – Romanos 5.8

O amor de Deus não é um sentimento.

É ação. Manifestou-se. É prático.

Quanto ao AMOR DE DEUS: natureza do amor de Deus, ação do amor de Deus, expressão do amor de Deus.

O homem pecou. E Deus amou. Quando você une estes dois fatos, o evangelho da Graça de Deus se manifesta!

A GRAÇA DE DEUS – 

A graça é o amor em expressão.

“Deus é amor”.

Quando o amor de Deus se manifesta a favor do homem, torna-se Graça.

O amor inerente é abstrato. A graça exterior dá-lhe substância.

Por exemplo: você diz que ama um mendigo. Até tem pena dele. Tem simpatia por ele. Mas este amor pode continuar no seu interior e abstrato. Se não lhe der comida e roupa, o máximo que se abstrai é dizer que o ama.

A diferença entre amor e graça: o amor é interior e a graça é exterior.

O amor em ação: Graça. A graça como sentimento: amor.

Sem amor, sem graça.

A graça é ato de amor para com o necessitado. Porque Deus ama ao Filho unigênito, mas não há graça nesta relação. Nem para com os anjos. Por que não há graça entre eles? Porque não há necessidade.

Somos pecadores. Temos necessidade da salvação. Não temos como resolver o problema do pecado por nós mesmos.

Quando o amor flui no mesmo nível ele é amor simplesmente.

Quando flui para baixo, para o necessitado, ele é graça.

Observe por si mesmo, ao ler a Bíblia, que ela menciona o amor de Jesus e dá maior atenção à graça do Senhor Jesus.

A Bíblia fala da graça de Deus, mas dá maior atenção ao amor de Deus.

Não se afirma aqui que não existam a graça de Deus e o amor de Cristo. Nada disso, por favor!

É questão de ênfase, apenas.

II Coríntios 13.13 – “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, a amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós”.

O Senhor Jesus cumpriu a salvação. O amor de Deus tornou-se graça por meio da obra do Senhor Jesus.

João 1.17 – “… a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo”.

“Sempre dou graças a Deus por vós, pela graça de Deus que vos foi dada em Cristo Jesus” – I Coríntios 1.4

“A graça do Senhor Jesus seja com todos”. -Apocalipse 22.21

“…somos salvos pela graça do Senhor Jesus…” – Atos 15.11

“… esperai inteiramente na graça que se vos oferece na revelação de Jesus Cristo” – I Pedro 1.13

“Que nos salvou, e chamou-nos com uma santa vocação, não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e a graça que nos foi em Cristo Jesus antes dos tempos eternos” – II Timóteo 1.9

A MISERICÓRDIA DE DEUS – 

A ênfase à misericórdia de Deus está no Velho Testamento.

Claro que há misericórdia de Deus no Noto Testamento…

Mas observe por alguma concordância bíblica ou por alguma referência cruzada, que há mais misericórdia de Deus no Antigo Testamento.

A misericórdia surge de nossa condição presente.

A graça da eternidade da obra que Cristo fez por nós.

Exemplo: um filho desobedece e ofende com sua desobediência à sua mãe. Ela conta ao pai quando este chega do trabalho. O filho merece a sentença de punição porque é desobediente e é culpado. E o pai olha para ele… o ama tanto… vê as lágrimas do menino, ouve seus rogos, e diz – Não vou lhe castigar… – isso é misericórdia – deixar de impor o castigo que merece pela sua condição presente – e vamos ali tomar um sorvete… – isso é graça. Dar a ele mais do que merece.

É um exemplo singelo, e como a maioria das ilustrações, é fraca para o contexto maior do amor, da graça e da misericórdia de Deus.

Observe, porém, que a misericórdia tem um sentido negativo.

Deixar de punir ao culpado é misericórdia.

Dar-lhe algo precioso, além de seu merecimento e compreensão é graça.

E a motor de tudo é isso é o amor.

Em Cristo tudo isso é superior à ilustração. O pecado não ficou sem punição. Cristo sofreu em nosso lugar todo o castigo que nos traz a paz – Isaías 53.5

A misericórdia sozinha é apenas esperança.

Marcos 10. 46 a 52 – o relato da cura de um cego.

Ele clamava dizendo – “Filho de Davi, tem misericórdia de mim!” – versículo 48.

Por causa de sua condição presente.

E Cristo não se limitou a apenas lhe manifestar a misericórdia. Fez mais:
“Vai, a tua fé te salvou” – versículo 52.

Quando estamos fracos e somos incapazes de crer, não pedimos graça, pedimos misericórdia!

Às vezes falta-nos ousadia em pedir graça ou amor, mas somos ousados em pedir misericórdia.

Quando encontro com alguém que manifestada tanta dificuldade em pedir graça ou amor de Deus para com ele, por causa de seu passado, de seus constantes tropeços, de seus pecados ocultos… até pela dificuldade em crer que Deus poderia dar-lhe graça a um tão pecador, tão sem merecimento… ou amor a tão indigno… percebo que é melhor conduzi-lo de imediato à misericórdia de Deus. A situação presente é de carência, a condição presente o anima tão somente a pedir misericórdia.

Efésios 2. 4 e 5 – “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos…”

A causa da misericórdia é o amor.

Nossa condição: mortos em delitos, em nossos pecados.

versículo 8 – “Porque pela graça sois salvos…”

A misericórdia foi dada por causa de nossa condição. A graça foi dada para nossa salvação.

É questão posicional. Saímos da posição de culpados, para a de salvos.

I Timóteo 1.13 –
Paulo explica – ” A mim que noutro tempo era blasfemo e perseguidor e insolente. Mas obtive misericórdia…”

Como ele obteve misericórdia? Por causa de sua história de vida.

Antes de ser salvo, na condição de blasfemo, insolente e perseguido, incrédulo.

Nesta condição, Deus teve misericórdia dele.

Misericórdia tem este sentido negativo. E graça tem o aspecto positivo.

Tito 3.5 – “Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou”.

Condição: sem justiça. E nesta condição, como resultado, nos salvou.

Leia I Pedro 1.3.

Judas 21 – e reflita sobre a condição atual de nossa vida.

Hebreus 4.16 – não seja vagaroso e leia a Bíblia.

“…para que recebamos misericórdia… ” – ´receber´ é uma palavra passiva, tanto em português quanto no original hebraico – quem tiver disponível, veja o Léxico de Grego de Strong.

“… achar graça…”.

A misericórdia está aqui. A graça é positiva – Deus fará! É algo executado. Misericórdia é algo da condição presente.

Dicionário VINE de Grego bíblico – ´eleos´ – presume necessidade por parte daquele que a recebe e recursos adequados para satisfazer a necessidade por parte daquele que a mostra.

Meus irmãos, sempre que misericórdia e paz aparecem juntas no Novo Testamento, elas aparecem nesta ordem – exceto em Gálatas 6.16.

Misericórdia é ato de Deus pela nossa condição presente.

Paz é a experiência resultante da misericórdia. Amém!

Misericórdia é sentir compaixão pela condição miserável do outro.

Aparece 20 vezes como verbo no N.T.

Por:
   Eliel de Freitas Goulart
   Pastor da Igreja Sede Ass. de Deus em Uberaba-MG
   Bacharel em Direito
   Conselheiro Ministerial
   Professor de Teologia IBAD – Uberaba
   Professor da EBD