Prometo fazer na vida pública o que faço na privada! (José Simão humorista e Jornalista)

     Estamos nos aproximando de mais um período eleitoral e, como de praxe, nossos “devotos” políticos estão procurando as igrejas. Descaradamente, comparecem aos cultos e como fiéis em plena comunhão tomam a Ceia, oram fervorasamente e cumprimentam as pessoas na saída dos templo com a paz do Senhor, tudo isso, segundo eles, de forma abnegada. Mas, o grande problema não esta nisso, e sim, nos pastores e

denominações que aceitam fazer de seus púlpitos de palanque e transformam seus rebanhos em curral eleitoral, vendendo ‘suas almas por alguns sacos de cimento.

       
       Creio que todo cidadão deve se preocupar com a vida pública, afinal de contas, as leis que regem nosso cotidiano dependerá de nossas escolhas. Quanto mais a nós cristãos que lutamos e pregamos um mundo melhor, com mais justiça e igualdade social e que tenha garantido o direito de todos. Também acredito na participação dos cristãos como agentes políticos, contribuindo nas decisões executivas e legislativas do nosso país. Mas, não é o simples fato de alguém ser cristão ou candidato da denominação que nos obriga a oferecermos o nosso voto ao “querido irmão”. É importante observar e debater com ele suas idéias e planos de governo, sua experiência na vida pública ou sua experiência na luta pela melhoria de sua comunidade, o caráter ético como conduz sua vida particular e o seu relacionamento com os outros, etc.
    É importante também saber dissociar a igreja como o lugar de adoração, culto a Deus e edificação e comunhão com os irmãos e não torná-la um comitê eleitoral de partidos ou candidatos. Pode sim, ser um espaço de conscientização da importância do voto e de oração pelos políticos e pela política em nosso país. Quanto aqueles que ocupam funções importantes na igreja, rege a ética que se desligem de suas funções para concorrer ao cargo público e não usar tal função com fins políticos, deve sim participar do pleito como um cidadão preocupado com as questões sociais que nos cercam ( e ficar menos preocupados com as concessões de rádio e TV, geralmente a maior preocupação de alguns políticos “evangélicos”). 
    Nossa posição como cristãos deve ser de total independência (sem deixar o “rabo preso”) com os políticos, quer sejam crentes ou não. Como cristãos deveríamos rejeitar todo tipo de favorecimento ou doação (terreno, material de construção, doações financeiras, promessas de cargos públicos, favorecimentos, etc.) e exercer com dignidade, reflexão e responsabilidade esse importante gesto democrático (o voto) que foi consquitado a duras penas por pessoas que, literalmente, foram torturados ou assumiram o risco de perder a vida pela liberdade política e democrática no Brasil.
    Não troque seu direito de escolha por um prato de lentilhas!!! Fica a dica!