Depois da Santidade Vem a Glória | Esboço de Sermão - Pregações e Estudos Biblicos
Depois da Santidade Vem a Glória | Esboço de Sermão – Pregações e Estudos Biblicos
DEPOIS DA SANTIDADE VEM A GLÓRIA
 
Disse também o Senhor a Moisés: Vai ao povo, e santifica-os hoje e amanhã, e lavem eles as suas roupas, E estejam prontos para o terceiro dia; porquanto no terceiro dia o Senhor descerá diante dos olhos de todo o povo sobre o monte Sinai.
Êxodo 19:10-11
O Deus o qual servimos é diferente de todos os demais deuses criados pelos homens. Sua essência é espiritual. Meu professor, um doutor em História, certa vez se referindo ao Deus dos hebreus falou: “O monoteísmo dos hebreus é uma anomalia na história das religiões”. De fato, o Deus que os hebreus adoravam era especial em tudo. Principalmente porque nunca teve começo e nem fim. Estamos falando da eternidade de Deus. Houve tempos incontáveis que nada mais existia a não ser o próprio Deus. Mas, não pense que Ele estava sozinho. Pois, Ele existia em três pessoas, e três pessoas que se amam, conversam, planejam, executam sua vontade soberana. Foi na eternidade que Ele planejou criar todas as coisas.
Deus Espírito fonte de toda glória!
A essência deste Deus é espiritual, Ele é espírito. Não tem matéria, nem átomos, nem ossos e nem carne. Sendo espiritual, decidiu criar seres espirituais, dotados de pensamento, poder de decisão, força e poder. Dentro desta classe de seres criados, Ele criou patentes e hierarquias, anjos, querubins, serafins e a maior máquina de guerra, o arcanjo Miguel. Estes seres foram criados para glorificar a grandeza e soberania de Deus, mas acima de tudo reconhecer sua glória.

Vale salientar que Deus faz tudo em todos com o propósito de glorificar a si mesmo. Isto não é um ato egoísta, pois sequer Ele pode olhar para cima, pois não existe ninguém acima, maior ou melhor do que Ele para ser glorificado. Ele é único! Dono de toda a glória, e não divide com ninguém, porque ninguém sequer chega ao menor dedo do seu pé!
Deus cria o mundo sem glória
Depois de ter criado todo o mundo espiritual, isto é, “shamaym”, os céus, em Gênesis 1.1, Deus “bara’”, cria a “eretz”, a terra. Isto é, todo o mundo material. É aí que nosso mundo se inicia, pelo poder da sua palavra tudo o que estava nos pensamentos de Deus, passa a existir. Será que pensando nisso que Jó pronunciou: “Nenhum dos seus pensamentos podem ser impedidos”? Jó 42.2 Ele traz à existência o que não existe pelo poder da sua palavra!
Criado o mundo, a terra. Ele separa as águas da terra, cria um mundo muitas vezes melhor do que o conhecemos hoje, com condições climáticas para os seres humanos viverem quase mil anos!
Estabelecido o mundo pelo seu poder, e tendo criado todas as coisas através da matéria. Ele cria seres vivos totalmente naturalmente terrenos, isto é, os animais, seres sem nenhuma essência espiritual.  Totalmente da terra, sem espírito. Já estava criado agora seres totalmente espirituais sem matéria, que são os anjos, e agora criou seres vivos totalmente materiais sem espírito, os animais.
Só que existia um ser coberto de glória que andava no Éden, era o querubim ungido, cujo nome, Lúcifer, sugere que era responsável em trazer a luz á Sala do trono. Dele se falava:
“Tu eras o selo da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura. Estiveste no Éden, jardim de Deus; de toda a pedra preciosa era a tua cobertura: sardônia, topázio, diamante, turquesa, ônix, jaspe, safira, carbúnculo, esmeralda e ouro; em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados. Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas. Ezequiel 28:12-14
Contudo, querendo ser maior que Deus, ocupar o trono, foi precipitado dos céus à terra, e retirada a sua glória. Achou-se iniquidade nele, sua soberba e ganância transformou-se em rebelião, e juntos com seus cúmplices foi expulso dos céus por Miguel e seus anjos. (Ap 12.7). Tenho por mim, e não por doutrina, que estas 9 pedras preciosas simbolizavam os nove dons do Espírito, e que o ouro, simboliza o amor, segundo Paulo registra em I Co 12 e 13. Mas, perdeu a glória.
Deus surpreende a criação
Então, Deus surpreende a sua criação convocando os querubins com a plataforma de seu trono móvel segundo viu Ezequiel para descer à terra. As rodas gigantes cheias de olhos começam a girar, os querubins com quatro rostos começam a se mover em direção à terra levando sobre si a plataforma de safira com o trono de Deus. As miríades de anjos ficam em suspense, à espreita de longe está Satanás. E a plataforma desce até o recém-criado planeta Terra. Chegando à Terra, Deus tomando a forma corpórea desce até o barro, e colocando as mãos na argila, molda diante dos olhos de incontáveis anjos, uma forma do barro.
Todos se perguntam: “Você já viu Ele fazendo isto alguma vez?” Outro responde: ”Não, é inédito!” O Deus da criação faz coisas inéditas! Aquele boneco de barro era da terra. Agora Deus decide colocar algo de cima nele: “Segura-lhe na palma da sua mão, se aproxima e sopra nas suas narinas o fôlego da vida.” Agora o homem é parte da terra, o barro, e parte do céu, o Espírito. Duas naturezas em um só!…
 
Homens, glória dentro do barro.
Mas, nesta hora, o diabo fica com ódio porque contempla de longe o que o salmista e o escritor aos Hebreus falou: “Tu o fizeste um pouco menor do que os anjos, De glória e de honra o coroaste, E o constituíste sobre as obras de tuas mãos; Hebreus 2:7.
Ei, quando Deus criou o homem do barro, Ele pensou em um vaso de barro para colocar dentro dele o mais belo: “a sua glória!”. A glória estava dentro do homem, e o melhor, tenho motivos para acreditar que naquele momento Deus colocou dentro do homem os nove dons do espírito e o amor que estava em Lúcifer. Daí o motivo de tanta fúria do inimigo contra à Humanidade.
Com tanta raiva dentro de si, por ter perdido para o homem a sua glória, ele arquiteta um plano e consegue fazer o homem pecar. O pecado trouxe para o homem a mesma consequência que trouxe para Lúcifer antes, o homem perde a glória de Deus (Rm 3.23). O homem perde a comunhão, o contato íntimo que desfrutava da presença imediata de Deus quando passeavam juntos pelo jardim todos os dias.
É “Icabôde”, é a glória perdida! O homem perdeu seu maior valor.
Mas, se a história terminasse assim, Deus seria derrotado. Isso jamais poderia acontecer, por que quando o diabo vem com a panela, Deus já está com o angú preparado! Nada, nem ninguém pega Deus de surpresa!
Continua…
Pr. Flávio Alves

Fonte: Ministério Flávio Alves