O HOMEM DIANTE DA MORTE E DA ETERNIDADE | Esboço de Sermão - Pregações e Estudos Biblicos
O HOMEM DIANTE DA MORTE E DA ETERNIDADE | Esboço de Sermão – Pregações e Estudos Biblicos

 

O materialismo não aceita a doutrina da Bíblia a respeito de uma vida após a morte. A Bíblia diz, porém, que é um prejuízo inestimável o homem não pensar no seu fim (cf. Lm 1.9), e, por isso, nos ensina a orar: “Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos coração sábio” (cf. SI 90.12; Dt 32.29). Jesus veio para trazer à luz “a vida e a incorrupção” (2 Tm 1.10). Portanto, temos na Bíblia a única fonte que nos dá uma verdadeira luz sobre a vida após a morte. É bem verdade que muitas coisas sobre essa vida não estão reveladas. Porém, “as re¬veladas são para nós e para os nossos filhos, para sempre” (Dt 29.29). Essas coisas reveladas sobre a Vida além do véu da carne é que vamos procurar conhecer. “Aos homens está ordenado morrerem uma vez” (Hb 9.27)

 

A morte entrou no mundo pelo pecado (cf. Rm 5.12) 

A morte entrou no mundo no momento em que Deus pronunciou a sentença sobre o pecado: “Até que tornes à terra; porque dela foste tomado, porquanto es pó e ao pó tornarás” (Gn 3.19). Assim, a morte atingiu a todos os homens (cf. Rm 5.12). Uma única exceção a essa regra infalível acontecerá na vinda de Jesus — aqueles que estiverem preparados serão transformados e arrebatados (cf. 1 Ts 1.14-17), sendo revestidos de imortalidade (cf. 1 Co 15.53). Desse acontecimento temos dois exemplos no Antigo Testamento: Enoque (cf. Gn 5.24; Hb 11.5) e Elias (cf. 2 Rs 2.11) — eles não viram a morte. 

A certeza da morte faz a vida instável e passageiraA Bíblia usa várias figuras para mostrar a instabilidade da vida. Meditemos nos seguintes exemplos: a vida é como uma “corrente de água”, “um sono” ou “uma erva” (cf. SI 90.5; 103.15; Is 40.6,7; Tg 1.10,11); como um “conto ligeiro” (cf. SI 90.9), “uma sombra” (cf. SI 102.11; 144.4); como “navios veleiros” ou “águia que se lança à comida” (cf. Jó 9.26).

 

O que acontece na hora da morte com o corpo, a alma e o espírito? 

1. Morte é separação A morte significa sempre separação. A Bíblia fala de morte em vários sentidos, mas sempre a separação é o significado principal.

 •        A morte no sentido espiritual é o estado de uma pessoa que vive sem Deus, cujo espírito está morto, isto é, separado de Deus (cf. Ef 2.1).

 •        A morte física significa não somente que a pessoa que morreu foi separada dos seus entes queridos, mas, principalmente, que o seu espírito e a sua alma deixaram o corpo que já morreu (cf. Tg 2.26).

 •        A Bíblia fala também da “segunda morte” (cf. Ap 2.11; 20.6), que significa uma eterna separação de Deus.

 

2. Que acontece com o corpo na hora da morte? Com a saída da alma (cf. At 20.9,10; 1 Rs 17.21; Gn 35.18,19) e do espírito (cf. Tg 2.26; Lc 8.54,55; Ec 12.7), o corpo morre e volta ao pó (cf. Ec 12.7; Gn 3.19), ou seja, é sepultado e encontra a corrupção. Porém, sendo o corpo uma obra de Deus, feito à sua imagem e semelhança (cf. Gn 1.26), não será aniquilado, mas ressuscitará (cf. 1 Co 15.35,38) com uma forma imortal (cf. 1 Co 15.53) e espiritual (cf. 1 Co 15.44,46).

 Quando a Bíblia, ao falar da morte, usa a palavra “dormir”, refere-se ao corpo e nunca à alma ou ao espírito (cf. At 13.36; 1 Ts 4.13,15; Mt 27.52; 1 Co 11.30; 15.51; Dn 12.2). É o corpo que dorme o sono da morte até a manhã da ressurreição, quando todos ouvirão a voz de Deus e se levantarão dos seus sepulcros (cf. Dn 12.2; Jo 5.28,29; At. 24.15).

 

3. Que acontece com a alma e o espírito na hora da morte? Quando a Bíblia fala do espírito do homem, jamais se refere ao fôlego (respiração) que se extingue na morte, conforme algumas doutrinas materialistas querem afirmar. Com isso querem eles “provar” a inexistência de uma vida real após a morte. Como uma “prova” dessa sua afirmativa, dizem que a palavra “espírito” ou “alma” simplesmente quer dizer “fôlego”.

A Bíblia mostra claramente que “espírito” e “alma” são coisas inteiramente distintas do fôlego do homem. Ela registra: “Assim diz Deus, o Senhor, que criou os céus, e os estendeu, e formou a terra e a tudo quanto produz, que dá a respiração ao povo que nela está e o espírito, aos que andam nela” (Is 42.5), e ainda: “Se ele pusesse o seu coração contra o homem, e recolhesse para si o seu espírito e o seu folego” (cf. Jó 34.14).

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 O erro da afirmativa que “espirito”, “alma” e “fôlego” na Bíblia significam a mesma coisa fica patente, de modo palpável e drástico, se na leitura das seguintes passagens for substituída a palavra “alma” pela palavra “fôlego”. Leia e compare, assim, os seguintes textos: Atos 23.8; 1 Coríntios 5.5; Gálatas 6.18; 2 Coríntios 7.1; Mateus 10.28; Lucas 12.19 e Tiago 5.20. Vamos transcrever uma dessas passagens: “Seja entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito [substitua por fôlego] seja salvo no Dia do Senhor Jesus” (1 Co 5.5).

 A alma e o espírito que deixam o corpo voltam a Deus que os deu (cf. Ec 12.7), isto é, ficam à disposição de Deus para serem encaminhados ao lugar que corresponda à relação que tiveram com o Senhor na hora da morte para ali aguardarem o dia da ressurreição. Existe uma “casa de ajuntamento” destinada a todos os viventes (cf. Jó 30.23), onde mais que qualquer outro lugar, vê-se “a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não o serve” (Ml 3.18). Logo, “rendendo o homem o espírito, então, onde está?” (Jó 14.10).

 •        O espírito-alma do justo irá para o Paraíso (cf. Lc 23.43; 2 Co 5.8), onde gozarão descanso (cf. Ap 14.13), consolação e felicidade (cf. Lc 16.23,25). Por esse motivo “é preciosa, à vista do Senhor, a morte dos seus santos” (cf. Sl 116.15).

 •        Os espíritos dos injustos irão para o Hades, um lugar de tormentos, onde aguardarão a ressurreição para o jul¬gamento final (cf. Lc 16.22,23; Ap 20.11,12). Esse lugar é de sofrimento e angústia. Foi para lá que foi Coré com os seus companheiros de rebelião, quando a terra se abriu e os engoliu vivos (cf. Nm 16.31-34).

 

3. Como será o estado intermediário do espírito e da alma após a morte? 

1. Os espíritos são imortaisExiste uma doutrina materialista que prega a aniquilação dos que morreram. Porém, a Bíblia afirma que coisa alguma será aniquilada no homem que foi criado à imagem de Deus. A alma (cf. Mt 10.28) e o espírito (cf. 1 Pe 3.4) jamais morrerão. Quanto ao corpo, pela morte transforma-se em pó (cf. Gn 3.19). Todavia, levantar-se-á do pó na ressurreição para viver eternamente (cf. Dn 12.2). Os defensores daquela doutrina dizem que determinados versículos da Bíblia “provam” as suas afirmativas. Comparemos.

 •        Afirmam que a palavra grega oltheros (“eterna perdição”), utilizada em 2 Tessalonicenses 1.9, significa uma real aniquilação; porém, a mesma palavra é empregada em 1 Timóteo 6.9; 1 Tessalonicenses 5.3 e 1 Coríntios 5.5, onde não se trata de aniquilação!

 •        Dizem que a palavra grega analisko (“se desfará”), empregada em 2 Tessalonicenses 2.8, significa uma completa aniquilação. Pode-se comparar a mesma palavra em Gálatas 5.15 e Lucas 9.54, onde não possui esse sentido,

 •        Dizem que a palavra grega karego (“aniquilará”), encontrada em 1 Tessalonicenses 2.8, significa extinção. Observe-se que o Anticristo, conforme esse versículo, é “aniquilado” pelo “esplendor da sua vinda” e lançado no lago de fogo (cf. Ap 19.20). Mas a “aniquilação” dele não significa extinção, uma vez que após mil anos, quando Satanás for lançado no mesmo lago de fogo, ali estará ainda o Anticristo (cf.Ap 20.10), e ambos serão atormentados eternamente. “Aniquilado” nessa passagem, significa ficar sem efeito, sem ação”. A mesma palavra  também é usada em Hebreus 2.14, Romanos 6.6 e 1 Coríntios 6.13.

 •        Ainda explicam que a palavra apolluns(“perecer), em 2 Tessalonicenses 2.10, teria o sentido de “extinção”; porém, a mesma palavra é usada em Mateus 8.25, Lucas I 5.17 e 1 Pedro 1.7.

 

2. Os espíritos dos mortos terão uma existência real e conscienteExistem doutrinas antibíblicas que afirmam que os espíritos dos mortos se acham em um estado inconsciente, uma espécie de sono eterno. Porém, a Bíblia mostra que o estado de inconsciência refere-se só ao corpo, pois na sepultura “não há obra, nem indústria, nem ciência, nem sabedoria alguma” (Ec 9.10). É por isso que os mortos “não sabem coisa nenhuma” (Ec 9.5). “Mas nós bendiremos ao Senhor, desde agora e para sempre [eternamente]” (Sl 115.18). As almas dos crentes louvarão ao Senhor no Paraíso. Contando a história do homem rico e Lázaro, Jesus provou que o espírito e a alma de crentes ou de descrentes têm uma existência consciente no estado intermediário entre a morte e a ressurreição (cf. Lc 16.19-31).

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Convém salientar que essa história não é uma parábola, mas fato verídico que Jesus conhecia. Em uma parábola, Jesus não dava nomes aos personagens. A história de Lázaro e do homem rico é verídica e levanta o véu sobre a existência da morte. Vejamos os testemunhos de alguns personagens na Bíblia sobre o estado consciente da alma-espírito após a morte:

 •        Abraão. Deus disse a Abraão: “E tu irás a teus pais em paz; em boa velhice serás sepultado” (Gn 15.15). Quando Abraão morreu, o seu corpo foi sepultado na cova de Macpela (cf. Gn 25.9). Ali não estavam os “pais”, mas somente a esposa que fora sepultada anos antes (cf. Gn 23.19). Foi o seu espírito que entrou na eternidade. Deus afirmou, 330 anos depois da morte de Abraão, ser “o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó” (Êx 3.15), e 1.500 anos depois, Jesus explicou essa mesma palavra, acrescentando: “Deus não é Deus de mortos, mas de vivos” (Lc 20.38). Abraão ainda existia! Jesus disse que quando os crentes chegarem ao céu, verão Abraão, Isaque e Jacó assentados à mesa do Senhor (cf. Mt 8.11).

 •        Moisés. Deus disse a Moisés: “E morre no monte, ao qual subirás; e recolhe-te ao teu povo” (Dt 32.50). No monte Nebo, onde Deus sepultou o corpo de Moisés, não havia “povos” aos quais ele pudesse se recolher. O seu corpo realmente foi sepultado, enquanto o seu espírito entrava na eternidade, em uma existência tão real que, 1.500 anos depois, manifestou-se a Jesus no monte da transfiguração (cf. Mt 17.3).

 •        Davi. Quando sua criança morreu, Davi afirmou: “Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim” (2 Sm 12.23). Davi tinha certeza de uma vida após a morte.

 •        Paulo. Ele testifica: “Desejamos, antes, deixar este corpo, para habitar com o Senhor” (2 Co 5.8), para “estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor” (Fp 1.23).

 

3. Os mortos não possuem missão a cumprir em favor dos que habitam na terraSem exceção, todo o serviço a Deus é feito somente por meio do corpo (cf. 2 Co 5.10). A Bíblia diz: “Bem aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos e as suas obras os sigam” (Ap 14.13). Com a morte vem a noite, quando ninguém mais pode trabalhar (cf. Jo 9.4). Por isso o apóstolo Paulo julgava mais necessário, por amor aos filipenses, permanecer vivo, “para proveito vosso e gozo da fé” (fp 1.25). É somente pelo corpo que o crente pode glorificar a Cristo, seja pela vida ou pela morte (cf. Fp 1.20; Jo 21.19). Os espíritos dos mortos são Imateriais e não podem tler contato com a matéria. Eles não podem interceder ou orar pelos que vivem aqui na terra, porque no céu há somente um mediador (cf. 1 Tm 2.5), e é Ele que Intercede por nós (cf. Hb 7.25; Rm 8.34). Tampouco poderão ser portadores de recados, ou evangelizar os que permanecem no mundo. O pedido do homem rico, de que Lázaro fosse enviado para advertir seus irmãos, não foi atendido, pois: “Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos” (Lc 16.29). A única missão que os mortos terão no Paraíso será louvar a Deus e atender aquilo que Deus lhes ordenar (cf. Ap 5.10; 7.15 e 20.6).

 

4. O estado espiritual do homem não sofre alterações após a morteDa maneira como o homem entrar na eternidade, assim permanecerá para sempre. Aquele que entrar como crente jamais cairá, e quem não for crente, jamais salvar-se-á. A Bíblia diz: “Caindo a árvore para o sul ou para o norte, no lugar em que a árvore cair, ali ficará” (Ec 11.3). Por que não existe possibilidade para salvação após a morte? Vejamos:

 •        “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar” (Is 55.6), isto é, no “tempo que se chama Hoje” (Hb 3.13). É somente enquanto o homem ainda “acompanha com todos os vivos” que há esperança (cf. Ec 9.4). O Filho do Homem tem, na terra, poder para perdoar pecados (cf. Mc 2.10) e, por isso, é aqui o tempo aceitável, o dia da salvação (cf. 2 Co 6.2).

 •        “Aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo” (Hb 9.27). Quando o pecador estiver no Hades, aguardando a ressurreição para a condenação (cf. Lc 16.23; Jo 5.29), jamais poderá sair de lá, pois existe um grande abismo (cf. Lc 16.26) que o separa dos salvos.

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 •        A salvação do pecador após a morte é também impossível porque o Espírito Santo, então, não mais entrará em ação. Para um homem ser salvo nesta vida, é indispensável a operação do Espírito Santo (cf. Jo 6.44,65), tanto na sua chamada (cf. Ap 22.17) como na sua regeneração (cf. Jo 3.8).

 

 Quando o Espírito Santo, após a morte, não mais operar, nenhum pecador sentirá desejo de salvação. Poderá sentir remorso pelo prejuízo terrível que o pecado lhe causou, porém não desejará a salvação. O homem rico, no Hades, não pediu perdão, mas somente água para refrescar a língua (cf. Lc 16.26). Os perdidos citados em Apocalipse 6.16, não pediram salvação, mas que os montes e rochedos os escondessem do rosto daquEle que estava sentado sobre o trono.

 •        O ensino sobre um “purgatório”, onde as almas não preparadas podem ser perdoadas através de sofrimentos e castigos atrozes, não tem apoio na Bíblia. Como consequência dessa doutrina, aparece uma outra prática — o esforço de, por meio de votos, missas, orações, e esmolas em favor dos mortos, procurar aliviar as penas do pecador. Porém, o único “lucro” dessa doutrina é aquilo que entra nos cofres daqueles que a promovem. Para os pecadores, nenhum proveito tem. As duas passagens bíblicas que estão sendo usadas para “testificar” tal doutrina, nada provam.

 A primeira encontra-se em 1 Coríntios 3.15: “O tal será salvo, todavia como pelo fogo”. Essa frase refere-se, exclusivamente, à prova de avaliação das obras que os crentes realizaram por meio do corpo (cf. 1 Co 3.12-15; 2 Co 5 10). A segunda está registrada em Lucas 12.59: “Não sairás dali enquanto não pagares o derradeiro ceitil”. Aí é demonstrada a impossibilidade de sair “da prisão” se a reconciliação não tiver sido feita “no caminho “, pois a porta se fechou(cf, Lc 13.24,25).

 •        A profecia sobre a “restauração de tudo”, conforme Atos 3.21, tem sido interpretada por alguns como prova de que os pecadores também serão “restaurados” Porém, essa profecia fala “da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio” (At 3.21). E profeta nenhum falou de salvação de pecadores após morte, pelo contrário, profetizaram sobre o castigo eterno deles (cf. Ap 20.11-15).

 •        A expressão “Todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra” (Fp 2.10), tem sido usada como uma “prova” de que há salvação após a morte para os que estão “debaixo da terra”, pois afirma que eles confessarão que Jesus é o Cristo. Porém, na Bíblia há muitos exemplos de que um reconhecimento da glória de Deus não é sinal de salvação (cf. Js 7.19; Lc 5.25,26; 23.47; Jo 9.24; Sl 106.12-16).

 •        É certo manter contato com os espíritos dos mortos? As religiões pagãs têm procurado manter essa forma de contato. Porém, a Bíblia a proíbe terminantemente (cf. Êx 22.18; Lv 19.31; 20.6,7; Dt 18.10-12; Is 8.19 e 19.3), pois todos os mortos estão sob a responsabilidade de Deus (cf. Ec 12.7). Jesus tem a chave da morte e do inferno (cf. Ap 1.18). Quando alguém procura contato com o espírito dos mortos, é enganado pelo demônio, pois só ele aparece como um espírito de mentira (cf. 1 Rs 22.22): imita aquele cujo espírito está sendo invocado, conforme a doutrina dos demônios (cf. 1 Tm 4.1). Essas invocações constituem “as profundezas de Satanás” (cf. Ap 2.24) e fazem com que os homens creiam na mentira (cf. 2 Ts 2.11). Foi isso que aconteceu quando o rei Saul procurou à feiticeira, pedindo que ela chamasse o espírito de Samuel. O demônio o enganou, fazendo com que cresse que Samuel havia aparecido (cf. 1 Sm 28.10-19), o que não foi verdade. A Bíblia afirma que nenhum encantamento contra Israel tem valor (cf. Nm 23.23), e afirma que “Saul não buscou ao Senhor” (cf. 1 Cr 10.14). Se Samuel tivesse realmente aparecido, Saul teria buscado ao Senhor. E ele morreu por ter buscado a feiticeira (cf. 1 Cr 10.1 3) ao invés do Senhor.

Fonte: ECB – Escola de Capacitação Biblica